segunda-feira, 28 de março de 2011

Extrusados

Nutrição

O extrusado poderá ser a alimentação ideal do futuro. Mas por enquanto acredito que ainda faltam muitas pesquisas e experiências para se afirmar categoricamente é a a melhor ração para passeriformes.
Estamos numa fase de transição e não devemos apostar tudo numa novidade por questões econômicas, higiênicas e práticas.
Precisamos pensar primeiramente no bem estar dos passarinhos. A sujeira a gente limpa e a economia deve ser prioridade das criações de aves de produção e consumo, voltadas para este fim - aliás com extrema crueldade.
Não devemos ser inflexíveis e retrógrados, mas também não devemos nos atirar em afirmações teóricas, ainda carentes de comprovação. Nem podemos dar irrestrita aprovação aos métodos alienígenas ou utilizados em outras criações. Se é verdade que a criação doméstica é tão diferente da vida silvestre, a ponto de mudar as características criadas pela Natureza, também é verdade que a A América do Norte, a Europa e a Ásia são muito diferentes do Brasil, como diferentes são os canários de cor e os pássaros exóticos, dos nossos nativos. Há muitas influências externas, principalmente as climáticas, que tornam diferentes os organismos e suas necessidades, numa e noutra região do Globo.
Assim é com os humanos e com os animais não deve ser diferente. É preciso tempo e pesquisa. Pelo menos uma outra ração do tipo extrusada foi lançada há alguns anos como alimento único e completo e hoje já não tem o mesmo prestígio ou a mesma aceitação.
É difícil abraçar uma teoria quando ainda estamos engatinhando na compreensão geral dos nativos. Não é novidade que não temos veterinários nem nutricionistas especializados em passeriformes. Até hoje não se chegou a um entendimento comum, por exemplo, a respeito da quantidade necessária de proteínas, de vitaminas e outros aspectos da nutrição dos pássaros. Nem sobre doenças e medicamentos. Os grandes investimentos, inclusive do Governo ou com apoio dele, em relação as aves, estão voltados para a produção de carne e ovos, com reflexos na produção de peles e outros subprodutos, mas nem aí se chegou a conclusões definitivas. Verdadeiras fortunas são empregadas na criação industrial de aves, inclusive na parte nutricional, mas eu particularmente não tenho conhecimento da utilização de extrusados na criação industrial. É possível que o extrusado seja economicamente inviável, mas os seus adeptos afirmam que o aproveitamento e os resultados o tornam proporcionalmente mais baratos. É certo que as aves industriais têm vida bem mais curta, mas com tantos investimentos nessa área, e ainda se consideramos a finalidade, que é o consumo desses produtos pela população, é de se supor que ainda não se chegou a uma certeza quando 'a formulação ideal das rações.
Recentemente foi lançada no mercado uma ração especial para produção de ovos sem colesterol ou com elementos de combate ao colesterol, mas não tardou em ter sua utilização contestada pela ciência.
Quando o mundo investe pesado em pesquisas e produção de transgênicos e clonagem, enquanto organizações do mundo todo combatem ferozmente esse avanço da ciência, o que dizer, diante disso, do extrusado para pássaros, uma área desconhecida e até desprezada no meio científico?
Alega-se também que os extrusados minimizam a possibilidade de contaminação, seja ela qual for.
É compreensível que isso ocorra em relação 'as sementes, pelas condições em que estas são expostas no comércio varejista.
Mas o mesmo se alega em relação 'as farinhadas embaladas. Já aqui ficam algumas dúvidas.
A matéria prima do extrusado é e mesma de outras farinhadas. Se a contaminação vem com a matéria prima, ambos estão sujeitos a contaminação.
Não podemos deixar de considerar que o processo de fabricação do extrusado, quente ou frio, elimina muitas bactérias e protozoários. Nesse aspecto, em relação 'a sementes o extrusado nos parece mais seguros. No entanto, com relação as farinhadas, estas também estão sujeitas a um rigoroso controle de qualidade, tanto que estão sendo utilizadas com sucesso há muito tempo e não temos tido notícia de doenças causadas pelas farinhadas que conhecemos.
Mesmo assim, em ambos os casos exitem o perigo da existência de toxinas na matéria prima, que nenhum processo de fabricação pode eliminar. Essas toxinas podem ter efeito cumulativo, de modo que não evidencia sintomas imediatos que idenfiquem a ração como causa de algum mal, seja ela extrusada ou comum.
Aí se argumenta o controle de qualidade, tanto da matéria prima quanto das rações já fabricadas.
Mas quem nos garante, assumindo a responsabilidade, que os extrusados têm melhor controle de qualidade dos que as farinhadas da Lavizoo, Beppler e outras. Não sei é boato ou não, mas já houve comentários de que respeitáveis indústrias de ração animal e alimentação humana teriam colocado em alguma ocasião produtos contaminados no mercado.
Falando em alimentação humana, onde há preocupação maior, a extrusão só tem sido utilizada para dar forma a alguns produtos, especialmente biscoitos. O mais comum são as farinhas pré-cozidas.
De maior possibilidade é a contaminação depois do fabrico: antes da embalagem, na estocagem, na distribuição, venda ou consumo, não havendo a partir da fabricação muito mais segurança do que as sementes. Até pior, em caso de umidade. Portanto, o risco existe sempre e não pode haver descuido.
Muitos criadores - inclusive eu - há tempo vem indicando a farinhada CC-2030-Premium como uma das melhores do mercado. Entretanto a embalagem não contém informações obrigatórias ao consumidor, quanto ao fabricante etc. Confesso que eu não havia observado isso e só tomei conhecimento com a observação feita pelo Rodrigo. Mas já pedi informações ao meu fornecedor e não tiver resposta vou pedir informações ao Ministério da Agricultura. Afinal, alguém deve se responsabilizar pelo produto.
Um dos mais fortes argumentos a favor do extrusado é de que ele contém tudo o que o pássaro precisa. Será mesmo possível uma receita capaz de reunir ou substituir tudo o que existe na natureza? Outra é quanto ao balanceamento. Isso até pode ser possível, com muita pesquisa, experiência e comprovação.
Só que se afirma que não se deve administrar mais nada, sob pena de modificar o balanceamento da ração. Aqui precisa haver uma distinção bem clara. Se houver mistrura ao extrusado, pode ocorrer o desbalanceamento, mas se se forem administrados outros alimentos em separado é evidente que o balanceamento do extrusado não sofrerá alterações. Apenas se estará dando ao pássaro mais do que o necessário.
Mas também se alega que se der mais do que o necessário a saúde da ave será prejudicada. Disso também não tenho dúvidas.
Cabem, porém, algumas perguntas:
1. Por que o fabricante recomenda que se misture o extrusado nas sementes para que o pássaro se habitue a consumi-lo?
2. Se o período de completa adaptação for longo, não haverá da mesma forma prejuízo 'a saúde do pássaro?
3. E quando tiver filhotes? Deve-se dar somente o extrusado? Ou o extrusado umidecido com água? Mais nada?
4. E se a fêmea não pegar? Vai deixando os filhotes e até o plantel todo de fêmeas morrerem até que se acostumem? Absurdo? Claro que é, mas se não pode dar mais nada, fazer o que? Isso, para um iniciante, é uma dúvida terrível.
5. Dizem, fazendo uma comparação, que os sabiás passaram de frutas, na natureza, para rações industrializadas, nas criações, com vantagens. No entanto, não é comum mas também não é muito raro a ocorrência de cegueira em sabiás e há criadores que afirmam que essa deficiência visual ocorre por falta de frutas, insetos, minhocas e outros alimentos naturais. Mesmo que não seja: em primeiro lugar, o sabiá é considerado frugívero - eu diria unívoro - e são, portanto, diferente dos granívoros. Em segundo lugar, a ração que era considerada completa, prática, econômica, com todas as vanatgens do extrusado, deixaram-se de sê-lo com a introdução do extrusado e este passou assumir agora todas as qualidades que antes eram da ração. Contraditório, não?
6. "O extrusado é completo e atende todas as exigências nutricionais, e nada mais pode ser acrescentado". Sabemos, no entanto, que os organismos não são idênticos, nunca. Com gente ou com bicho. Todos os dias tem alguma pergunta: "meu pássaro come penas"... "minha fêmea bota ovo mole"... "os filhotes não empenam"... "meu pássaro não pára de mudar penas"... No mais das vezes, entre as possíveis causas, está sempre a carência de algum elemento, alguma vitamina etc. Posso confiar que o extrusado resolverá todos esses problemas? Fará com que todos os organismos se assemelhem em tudo? Pense novamente no iniciante...
Durante muito tempo a alimentação dos filhotes foi o maior problema da criação, até chegarmos no estágio atual, que já dura um bom tempo e está dando ótimos resultados.
A higiene, uma boa mistura de sementes, grit mineral e uma boa farinhada com ovo cozido acabaram com o segredo da criação. Há anos essa base alimentar vem sendo utilizada com sucesso sem apresentar efeitos colaterais ou maléficos, pelo menos visíveis ou evidentes. Os filhotes crescem bem e os pássaros vivem mais. Estão menos expostos e mais resistentes 'as doenças. Costuma-se acrescentar polivitamínicos, aminoácidos, microelementos vários, frutas, verduras, larvas..., mas tudo isso é dispensável e até prejudicam, com exceção de frutas e verduras, quando em excesso e sem necessidade. O simples e básico não somente são suficientes, como são ideais para a criação, usando-se complementos somente quando necessário e aplicado caso-a-caso.
Sendo assim, aventurar-se ao extremo numa novidade, quando se tem facilmente alternativas já utilizadas com sucesso há muito tempo, não é muito prudente. Corre-se o risco de eliminar o tradicional do mercado e experimentar maus resultados futuros com a novidade, colocando-nos numa situação irreversível.
Por outro lado, estaremos criando o monopólio do extrusado e futuramente poderemos ficar 'a mercê de uma possibilidade única, sujeitos aos interesses dos fabricantes, sem alternativas.
Por isso, acho ótimo e salutar que as opiniões divirjam e as preferências sejam múltiplas. Com isso sempre teremos muitas opções, inclusive de preços para as pessoas de menor poder aquisitivo.
O que estou vendo, não de todos, mas de alguns adeptos do extrusado, é uma tentativa de imposição. Enquanto aqueles que preferem só as sementes, farinhadas, complementos, enfim, critérios de cada um, dizem "eu prefiro isso", sem veemência. Já os outros dizem que "os extrusados são infinitamente melhores, ideais, únicos em qualidade", como imperativo da boa alimentação e boa criação. Não é bem assim. Não é assim que se muda décadas de experiência com nativos, séculos com exóticos. É preciso muita pesquisa e muitos experimentos, até a comprovação e o convencimento dos criadores. As pesquisas devem ser feitas pela fábricas, por seus laboratórios, mas a experiência e a comprovação hão de ser feitas pelos criadores. Se quisermos produtos confiáveis, sejam rações, medicamentos ou suplementos, temos que mostrar aos fabricantes que não aceitamos facilmente tudo o que eles colocam no mercado, apenas porque não devemos resistir 'as novidades, a uma pretensa evolução ou progresso, ou porque eles dizem que é bom. A ciência leva séculos para descobrir um remédio, décadas para confirmar sua eficácia e anos para colocar no mercado, depois de muitos experimentos, primeiro em cobaias, depois a um número restrito de pacientes, mesmo em caso de urgência, de doenças fatais. Aí você vai num torneio e lá tem uma banquinha qualquer, com alimentos bom pra tudo e medicamentos milagrosos para qualquer coisa. Isso já basta.
Claro que não estou pondo em dúvida a idoneidade da indústria de extrusados. Eu mesmo faço uso deles, embora não como alimentação única. A fábrica de extrusados que conheço é uma grande empresa, tem um nome, uma marca a zelar, de reconhecidas capacidade e competência na produção de rações para diversas espécies de animais. Mas quem tem os pássaros sou eu, que convivo com eles dia-a-dia, que observo, que cuido, que experimento e concluo o qué é melhor e como fazê-lo. É uma criação adaptada para o lugar e com finalidade de produzir pássaros cada vez melhores em matéria de canto; não uma produção industrial que visa pouco trabalho, poucas despesas e muito lucro. Também não são lotes de aves usados como cobaia em laboratórios. Sem contar que as criações variam muito de uma pra outra, dependendo também das espécies e quantidade.
Cada pássaro tem sua particularidade e é preciso ainda muita pesquisa e muitos experimentos para se chegar a uma afirmação de que o extrusado é realmente melhor do que a alimentação tradicional para todas as espécies de aves. E isso leva anos, décadas até. Sabemos quantos anos um pássaro pode viver só comendo alpiste. Sabemos quanto uma ave pode viver comendo o alimento tradiconal. Como você bem colocou, as pesquisas para cães e gatos estão muito 'a frente. Sabemos o tempo de vida e as condições de saúde de um cão ou um gato, antes e depois da ração industrializada. Agora tomemos por exemplo um papagaio, que segundo dizem, com a alimentação tradicional chega a durar 70 anos. Somente pela observação, necessitaríamos de 70 anos para comprovar os benefícios do extrusado para papagaios, se eles não morressem antes.
Evidente que isso seria inviável e a indústria tem meios de suprir parte desse tempo por meios científicos, mas isso não deve ser abreviado a um ou dois anos de experiência pelo criador. E todos sabem dos problemas que traz uma mudança brusca na dieta dos pássaros, mesmo que semelhantes. Isso é visível nos pássaros tranferidos a outros criadores. Mesmo trocando sementes por sementes, a composição de um criador é muitas vezes diferente do criadouro de origem, o pássaro sente a mudança e é necessário um tempo para adaptação. Se descuidar, o pássaro pode até adoecer e morrer pela mudança repentina da sua dieta alimentar.
Concluindo, eu reconheço, acho ótimo e sou favorável 'a evolução, também com os extrusados, que inclusive uso, como eu já disse, mas eu creio que ainda é cedo para a gente se responsabilizar, afirmando categoricamente alguma coisa.
Esclareço apenas que entrei neste assunto porque muitos iniciantes me perguntam sobre isso. Eu não afirmo nada, porque não quero ser responsabilizado pelo insucesso de outrem, mas dou minha opinião dizendo que eu penso que é preciso uma adaptação gradual e lenta, sob monitoramento e muita observação, e ainda somente com alguns exemplares de cada espécie, e no final vai depender do convencimento de cada um.
Aí alguém afirma que o extrusado é melhor em tudo - embora nada pode ser melhor em tudo; a palatabilidade, por exemplo - e a pessoa volta a me questionar.
Podem questionar, que tenho o maior prazer em discutir qualquer assunto do qual eu tenha algum conhecimento, mas fica aqui minha opinião posta para todos, até hoje. Amanhã poderá ser outra. É a evolução.

Escrito por: Valdemir Roberto Barros

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tenébrio Molitor



Viabilidade de uso na alimentação dos pássaros:

O primeiro ponto a ser discutido é a importância das larvas na alimentação dos pássaros. Podemos assegurar que com a disponibilidade atual de rações e farinhadas, balanceadas para cada espécie de pássaro, as larvas perdem importância pelo seu valor nutricional. Embora apresentem cerca de 20 % de proteína bruta (média digestibilidade) e 12 % de gordura, sua relação Cácio/fósforo é de 0,04 (133 ppm de C e 3300 ppm de P), inadequada para a alimentação dos pássaros, contribuindo para o desbalanceamento da dieta.Sua cultura está muito sujeita ao desenvolvimento de fungos, principalmente Aspergillus flavus e A. Parasiticus causadores de Aspergilose e, indiretamente, de Aflatoxicose. Em contrapartida, é notório o benefício psicológico que leva aos pássaros. Desperta seus instintos de predadores onívoros. Estimula as fêmeas a se aprontarem para a reprodução e a alimentarem os seus filhotes. Já vimos fêmeas mateiras que não alimentam seus filhotes se não tiverem acesso às larvas.

Ciclo reprodutivo:

O Tenébrio Molitor, como todos os besouros, submete-se a uma metamorfose completa, passando pelos estágios de ovo, larva, pupa (ou crisálida) e besouro.
O ciclo reprodutivo se completa em 6 meses, estando, no entanto, muito sujeito as condições de temperatura, umidade, nutrição e iluminação. São de hábitos noturnos, não suportando a luz solar. Baixas temperaturas poderão retardar ou até mesmo impedir seu desenvolvimento.. A temperatura ideal para o seu desenvolvimento fica entre 28 e 32°.
Quando desejarmos retardar o desenvolvimento das larvas que estejam em um tamanho adequado para fornecimento aos filhotes, bastará resfriar a colônia, mantendo-a em uma temperatura de cerca de 10 °C.
Os besouros apresentam diformismo sexual evidente, estão maduros sexualmente no 10 dia e vivem por cerca de 60 dias.
Podemos notar as extremidades mais angulosas e definidas nos machos

As femeas são ligeiramente maiores e apresentam contornos mais suaves.
Uma fêmea pode efetuar a postura de cerca de 300 ovos que aderem às partículas do substrato e eclodem após 15 dias. Pouco após a eclosão já se pode observar o movimento causado pelas novas larvas no substrato. A pele (exoesqueleto) é quitinosa e não acompanha o desenvolvimento da larva, sendo substituída por até quinze vezes antes que essa se torne uma pupa, em um processo chamado ecdises. Daí as colônias ficarem repletas de “cascas” de larvas. A duração da fase larval é de aproximadamente 90 dias e uma larva pode atingir 3 cm de comprimento e 1 g de peso.
No final do seu desenvolvimento, sobem para a superfície do substrato e iniciam a fase de transformação, quando são chamadas de pupas ou crisálidas. As pupas não se alimentam e movimentam-se apenas por contorções dorso-ventrais quando estimuladas pelo toque.Permanecem nesse estagio por 15 dias, quando viram besouro.


Criação em cativeiro:

A maior preocupação em sua manutenção está relacionada ao desenvolvimento de fungos e a conseqüente produção de micotoxinas. Os segredos são ambiente seco, ventilado, alimentação de qualidade, inclusão de adsorventes de micotoxinas no substrato e constante renovação das colônias.
Também é importante protegermos as colônias contra a invasão por outros insetos, principalmente por formigas que dizimam completamente as culturas . A proteção conta o ataque de formigas é obtida pela unção do pés das prateleiras com graxa, que impede a sua subida.

A alimentação:

Os farelados de cereais se constituem na base da formação do substrato, que será consumido pelas larvas. O farelo de trigo é o mais empregado, mas apresenta o inconveniente de comumente vir contaminado com ovos de outros insetos, como os de pequenas mariposas e os de carunchos. Para empregá-lo sem problemas, deve ser colocado por dois minutos em um forno de microondas, para assepsia. Uma preocupação importante é a granulometria do farelado. Deve ser do tipo flocos e nunca do tipo pó, para permitir uma aeração do substrato, facilitando a respiração das larvas. Embora não seja a opção mais econômica, adotamos o Neston da Nestlé como o substrato das nossas caixas de recria. Adicionamos ainda 20% de proteína de soja texturizada. Nas caixas destinadas a desova empregamos Mucilon de milho e de arroz, com granulometria mais fina, que facilita a separação das larvas que irão para as caixas de recria. Muitas outras soluções são adotadas para a formação do substrato. Há quem adicione premix mineral. Contra-indicamos, no entanto, alguns componentes que tendem a se degradar mais rapidamente como leite em pó, farinha láctea, ração para cachorros e outras rações empregadas na avicultura de produção. Costumamos oferecer como fonte de umidade fatias de batata (uma batata inglesa cortada em 4 partes), que são depositadas sobre uma almofada de bucha, do mesmo tipo empregado para a proteção dos ninhos, para evitar contato com o substrato. Esses vegetais devem ser substituídos diariamente. Observamos, no entanto, muitos criadores que não fornecem qualquer fonte de umidade e conseguem manter suas culturas.

Instalações:

Usamos dois tipos de caixas. Ambas de madeira, com as paredes verticais internas revestidas por fórmica, para evitar que sejam escaladas e com tampa parcialmente telada (malha fina – 1 ou 2 mm). As caixas de recria com 60 cm de comprimento, 30 cm de largura e 20 cm de altura. As caixas para desova com 30 cm de comprimento, 20 cm de largura e 20 cm de altura. Nas paredes laterais, em uma faixa de 10 cm (metade superior) efetuamos várias perfurações com uma broca bem fina, para melhorar a ventilação da caixa.
Para manter uma temperatura entre 26 e 32° C, instalamos nas caixas de recria, um bocal e uma lâmpada vermelha de 15 Watts que fica ligada permanentemente.

Preparo das caixas:

Nas caixas de recria colocamos 6 latas de Neston, de 400 g e 2 pacotes de Proteína de soja texturizada de 500 g. Adidionamos 15 g de Aflatox ( adsorvente de micotoxinas). Tudo é muito bem misturado e nivelado. Considerando as medidas citadas para as caixas, o substrato fica com cerca de 6 cm de profundidade, que consideramos ideal. Por sobre o substrato colocamos algumas folhas de papel toalha. Fica sem papel toalha apenas o local onde é colocada a almofada de bucha, para receber os legumes destinados ao fornecimento de umidade. O papel toalha poderá ser colocado em duas ou três camadas. As larvas que estiverem próximas de puparem migrarão para o meio das toalhas de papel.
Nas caixas de desova não instalamos lâmpadas para aquecimento. Formamos o substrato com uma lata de Mucilon de milho, uma lata de Mucilon de arroz e 5 g de Aflatox. Colocamos uma almofada de bucha e cobrimos o restante da superfície com duas ou três camadas de papel toalha.

Manejo:

Nas caixas de desova são colocadas apenas pupas, não mais de sessenta, removidas das caixas de recria. Nelas tornar-se-ão besouros e farão a postura. De duas a quatro semanas após a da morte do besouros examinamos o substrato e observamos a movimentação das novas larvas, recém eclodidas. Passamos o substrato por uma peneira mais grossa (4 mm) para retirarmos os restos de besouros mortos, cascas de pupas e outros elementos indesejados. O substrato volta para mesma caixa depois de peneirado. Quando as larvas novas tiverem atingido um tamanho que permita sua retenção na peneira fina (2 mm), o substrato deve ser peneirado para a retirada e transferência das larvas para as caixas de recria. Deve ser evitada ao máximo a transferência de substrato de uma caixa para outra. Dessa forma, sempre renovando totalmente o substrato, a possibilidade de desenvolvimento de fungos e outros organismos indesejados é minimizada. O emprego de caixas para desova, reunindo apenas pupas e cascudos, incrementa sobremaneira a produção de larvas. Quando a desova ocorre nas caixas de recria, a maioria dos ovos é comida pelas larvas em desenvolvimento, comprometendo a produtividade da colônia. Essa é a forma que a natureza encontrou para controlar a superpopulação. O substrato consumido deve ser manuseado com muito cuidado pois apresenta característica alergênica. Se constitui em excelente adubo para plantas.Da mesma forma, para as caixas desova deves ser transferidas apenas as pupas, que são coletadas com o auxílio de uma pinça.
As dimensões e quantidades de caixas devem ser adequadas as necessidades de cada criatório.Um conjunto (caixa de desova + caixa de recria), com as dimensões citadas permite a produção de cerca 5.000 larvas. Para que tenhamos larvas em ótimas condições durante todo o tempo, são necessários, no mínimo, dois conjuntos.Caixas superlotadas levam ao canibalismo. Caixas pouco povoadas desperdiçam substrato.
Consideramos que os principais fatores limitantes da produção de larvas de Tenébrio Molitor e caixas são os seguintes:
-Pouca ventilação nas caixas, especialmente nas que possuem paredes revestidas de fórmica ou são de plástico, colaborando para que a umidade cause a degradação do substrato.
-Falta de renovação do substrato, facilitando o desenvolvimento de fungos e produção de aflatoxinas.
-Permissão de desova nas caixas onde existem larvas em desenvolvimento, comprometendo a quantidade de ovos eclodidos. O manejo que descrevemos serve apenas de referência. Muita informação está disponível sobre o assunto e diversas são as soluções adotadas. Cabe a cada criador adotar procedimentos adequados às suas circunstâncias.

REPRODUÇÃO



A Reprodução em cativeiro é a única forma real de preservação da espécie, pois a captura, o comércio clandestino e o desmatamento não deixarão de existir.
Os Curiós já estão prontos para a reprodução após um ano de idade. O período de acasalamento inicia-se no final do inverno e dura até o término do verão. A média de ovos é de dois por postura e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após a postura. Passados 30 dias do nascimento, os filhotes já estão prontos para sair do ninho. Os ninhos mais recomendados são feitos de bucha e são semelhantes aos dos Canários e Bicudos. Material para confecção do ninho, como barbantes, estopa e a própria bucha, devem ser deixados à disposição da fêmea durante o período de reprodução.Para a reprodução dessas aves, podem ser usadas gaiolas de madeira ou de arame, com piso grande duplo, assim que retiramos um para lavar, colocamos o outro limpo no lugar; lembrando sempre devemos fazer a desinfecção de nossas gaiolas para evitarmos uma possível epidemia em nossa criação.
O ninho deve ser de bucha vegetal, dessas usadas para tomar banho, confeccionado em forma de taça. Pode-se proteger o ninho com plantas artificiais para que a fêmea sinta-se mais segura no momento do cloco, mas isso só deve se feito no caso de fêmeas com histórico de abandono do ninho.No inicio de Setembro, coloca-se cada fêmea em uma gaiola já com o ninho e material para confecção, inicialmente fios de saco de estopa ou raízes e só quando o ninho estiver quase pronto, é oferecido algodão, com o qual a fêmea forra todo o ninho.Para estimular a postura destas fêmeas, coloca-se próximo, mas sem contato visual, um macho pronto e cantador. Ao menos duas vezes por dia aproxima-se o macho da fêmea. Este deve cantar durante este procedimento.
A fêmea encarrega-se da confecção do ninho, quando este encontra-se quase pronto, toda vez que o macho canta, ele assume posição característica para a cópula(foto), então coloca-se o macho na gaiola da fêmea para que ocorra o acasalamento, sendo retirado logo em seguida. A postura se dá no 2º ou 3º dia após a fecundação, obtendo-se de 2 a 3 ovos, os quais a fêmea choca 13 dias.Os filhotes recém-nascidos são alimentados com ovos, verduras e jiló e conforme vão crescendo, a fêmea aumenta a qualidade de sementes e farinhada para os filhotes.A anilha é colocada por voltado 7º dia, deve ser inviolada, medindo 2,5 mm, adquirida junto ao seu clube ou diretamente no IBAMA no caso de criadores comerciais. Ela é a única garantia de que esse passaro é nascido em cativeiro, sendo assim, poderá ser registrado junto ao IBAMA. Por volta do 15º dia os filhotes deixaram o ninho e precisam de mais 15 dias para aprender a se alimentar sozinho.
A higiene é o fator da maior importância durante a reprodução, e deve ser intensificada, já que os filhotes e a fêmeas estão mais susceptíveis as doenças. Para cada nova postura aconselha-se trocar o ninho, ou até mesmo trocar ou esterelizar a gaiola, evitando que bactérias, fungos e protozoários sejam transmitidos aos novos filhotes que virão.

sábado, 2 de maio de 2009

VITAMINAS


As vitaminas são muito importantes para os pássaros, mas ela precisa ser complementada com proteínas e sais minerais.

Vitamina "A": Auxilia no crescimento e é indispensável para o organismo defendendo escorbuto e protegendo a epiderme, é encontrada no pepino, na gema de ovo e na cenoura.

Vitamina "B": (B1, B2, B6 e B12) ajuda no desenvolvimento dos filhotes e fortalece os nervos, é encontrada no pão, couve, cenouras e gema de ovo.

Vitamina "C": Dá boa condição ao sangue e é preventivo contra moléstia da pele, é encontrada no tomate, laranja e limão.

Vitamina "D": A falta desta vitamina causa raquitismo, é encontrada nos raios solares, na gema de ovo e no leite (apenas em tratamento).

Vitamina "E": Proporciona vigor mental e também estimula e fertiliza os pássaros, é encontrada no germe do trigo, amendoim, agrião e flocos de aveia.

Amido açucares e gorduras: Não são muito importantes para os pássaros, proporciona energia e bom sono, é encontrada na farinha e na gema de ovo.

Proteínas: necessária para o crescimento e para manter bem os ossos, a pele e o sangue. Ajuda para evitar doenças, é encontrado noovo, pão, cereais.Tenébrio Molitor tambem são uma boafonte de proteinas.
Cálcio: Para formar os ossos, coagular o sangue, regular a pulsação, contrair e relaxar os músculos. O cálcio encontrado no almeirão, na casca de ovo e no osso de Siba.

Ferro: Evita a anemia e fornece energia para células, é encontrado no Tenébrio Molitor, no almeirão e agrião.

Iodo: Importante durante a adolescência e o período de postura, é encontrado no agrião e couve.

Fósforo: Ajuda as funções do cérebro e do sistema nervoso, é encontrado no Tenébrio Molitor, ovos e trigo.

PRINCIPAIS DOENÇAS DOS CURIÓS

Canibalismo dos pássaros: É o vício dos pássaros bicarem uns aos outros, comer pena, causando ferimentos, que às vezes leva até a morte. Existe um medicamento spray importado vendidos em lojas especializadas para controle da autobicamento de penas. O canibalismo é causado por espaço limitado, arejamento deficiente, dentre outros.

Coccidiose: É provocada por um protozoário e causa: penas arrepiadas, diarréia, fraqueza, para de cantar, as penas da cauda e da asa caem e ficam sujas as penas perto da cloaca. O tratamento é feito com suplementos alimentares, terramicina e antibioticos, lembrado que sempre se deve ter cautela na hora de usar antibioticos, pois dependendo do periodo e quantidade de antibioticos administrados podem tornar a ave infertil.

Verminose: É causada pela má higiene na gaiola, seus sintomas são: diarréia, fraqueza, tristeza. É tratada com vermifugos para aves vendidos em lojas especializadas.

Sarna: Esta doença é causada por um parasita que deixa as pernas dos pássaros mais grossas e infeccionadas. O tratamento é feito com pomadas (quadriderme, hipoglós, neomecina e outras).

Diarréia: Uma doença comum nos pássaros em que o mesmo evacua freqüentemente (liquido abundante). pode ser tratada com algumas gotas de limão, água de arroz ferventado, soro caseiro e em casos extremos usa-se o medicamento "penaviar".

Gripe Coriza ou Resfriado: Os pássaros são atacados nas vias respiratórias perdendo o apetite, dormindo constantemente e parando de cantar. O tratamento é feito com algum antitérmico infantil, terramicina e nacoriza.

DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO: A cor e consistência das fezes nos ajudam a observar a saúde das aves no que se refere ao sistema digestivo. O normal é que as fezes se apresentem firmes, secas, de cor verde a amarronzada, dependendo da espécie, com uma pequena porção de branco (urina) no meio, sem mal cheiro. Quando há alguma ameaça ao organismo, como doenças, toxinasou bactérias prejudiciais, este lança mão de defesas. A diarréia é uma delas.

Veja agora alguns dos sintomas mais comuns relacionados a problemas que afetam o sistema digestivo. Em geral vem acompanhados por outros sinais comuns a toda as doenças, como apatia e perda de apetite.FEZES AMOLECIDAS, COM SANGUE, MAL CHEIROSAS E ESCORRIDAS São sintomas de Imflamação Intestinal. O sangue é proveniente de hemorragias causadas pela destruição de células intestinais. A região da cloaca fica constantemente suja, o corpo tenso e as penas eriçadas. Pode ser causada por alimentos embolorados, mais comuns em épocas quentes. Nestes casos, aparecem febre. Cura-se com: antifúgico um antiparasitário ou um antibiótico. Outra causa, bem mais rara, é envenenamento por tinta ou por cromado da parede ou gaiola. Para curar usar soro, glicose sulfato de atropina, dependendo do tóxico.
DIARRÉIA LIGEIRAMENTE AMARELADA, FEBRE COM TREMORES E PULOS DE UM LADO A OUTRO, PEQUENAS VERRUGAS NA CABEÇA E DEDOS
Estes sinais indicam DIFTERIA, conhecida também como VARÍOLA OU BOUBA. É causada por um vírus (pox-vírus) altamente resistente ao calor e a desinfetantes, mesmo os mais fortes. É muito contagiosa. Em uma Segunda etapa causa úlceras na boca, traquéia, pulmões e aparelho digestivo e, por isso, a diarréia ganha uma coloração avermelhada ou escura. Cura-se com antibióticos e dá-se vitaminas para ajudar a cicatrização das úlceras.DIARRÉIA AMARELO OCRE, ÀS VEZES COM SANGUE VIVO, MAL CHEIROSA, PENAS ARREPIADAS, MAIS APETITE E SEDESinalizam a COLIBACILOSE que atinge principalmente aves com baixa resistência. O micróbio ESCHERICHIA COLI, que a causa, é transmitido pela água, alimentos e fezes. Agerápido. Toma, atrvés da corrente sanguínea, os sistemas digestivo, respiratório e reprodutivo, inflamando o oviduto (Salpingite) e causando, com isso, o aumento do volume abdominal e dificuldade de evacuação. Inflama também articulações, gerando artrite fazendo a ave recolher o membro e eventualmente, bicar o local inflamado. Se a doença atacar com violência pode causar morte rápida.DIARRÉIA ESBRANQUIÇADA COM SANGUE, OFEGAR, FEBRE, PENAS ARREPIADAS, PULSAÇÃO ACELERADA E GEMIDOS DE DORIndicam SALMONELOSE, também chamada PARATIFO. O contágio é alto. Dá-se através das fezes de pássaros doentes ou de sementes e verduras contaminadas por essas fezes, com mais freqüencia em aves debilitadas. Se a mãe, ou outro pássaro que estiver na gaiola com os filhotes, pegar a doença, pode Ter serteza os filhotes também a pegarão. Cura-se com antibiótico, fornecendo bastante água e desinfetando as gaiolas e poleiros usados pela ave doente. A doença atinge, além do sistema digestivo, o sistema reprodutivo e, com menor freqüencia, o respiratório, através da circulação do sangue. O índice de mortalidade é alto.DIARRÉIA ESCURA E FRAQUEZAPode ser indício de COCCIDIOSE, causada por um dos seguintes protozoários: EIMERIA sp e ISOSPORA sp. Uma ave saldável e bem alimentada resiste bem ao ataque desta doença, que pode ser controlada com cocidicidas ou coccidiostáticos. Mas o pássaro com baixa resistência corre o risco de morrer em popucos dias, devido à desidratação e a perda de apetite causadas pela diarréia. O diagnóstico é feito por exame de fezesABDÔMEN SALIENTE, FRQUEZA, DIARRÉIA ESVERDEADA ÀS VEZES COM SANGUE, EVENTUAL INCOORDENAÇÃO MOTORASão indícios de TOXOPLASMOSE ou LANKESTERELLA, doenças raras em aves de cativeiro, provocadas por protozoários que destroem as células do fígado, que fica inchado. São doeças graves pois causam lesões irrreversíveis no sistema nervoso. Quando no início, pode-se tentar tratamento com antiprotozoários. Ocorrem mais em pombos. A toxoplasmose é transmissível ao homem, porém nunca pelo contato com a ave doente, mas apenas pela ingestão da sua carne, se não estiver bem cozido.PERNAS ENCOLHIDAS, NECROSE DOS DEDOS, EVENTUAL DIARRÉIA, DIFICULDADE DE RESPIRAR E PENAS ARREPIADASSignifica ESTAFILOCOCOSE, doença causada pela bactéria STAPHYLOCOCUS sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abcessos na planta dos pés, sugindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor, a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido a necrose e podem cair. É possivél a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório. Neste caso, acrescentam-se os sintomas diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas. Em pouco tempo a infecção pode se generalizar e causar morte. A contaminação se dá por via digestiva ou através de feridas. Cura-se com suplementação vitamínica, pomada antisséptica e antibiótico. MÃE COM O PEITO MOLHADO EM CONCEQUÊNCIA DA DIARRÉIA DOS FILHOTES É a chamada DIARRÉIA DE NINHO, que atinge filhotes de várias espécies e que, se não for curada de imediato, pode transformar-se em uma enterite, inflamação do intestino que é a principal causa de morte de filhotes. A causa mais comum é a alimentação imprópria que devem ser eliminada logo. Outra possibilidade é uma reação ao ataque de parasitas como sarna, piolho, ácaros, que diminuem a resistência orgânica e com isso provocam a diarréia. Deve-se logo eliminar os parasitas com uma limpeza rigorosa da gaiola e do ninho e uma lavagem com cândida. A seguir, coloca-se piolhicida atóxico no ninho para eliminar os parasitas que ficam na mãe e nos filhotes. O molhado do peito da mãe, popularmente chamado de SUOR, na verdade é a própria diarréia dos filhotes devido ao contato físico ( oas aves não têm glândulas sudorípadas).MAGREZA COM TRISTEZA, EVENTUAL DIARRÉIA COM MUITA ÁGUA, ESTRIS DE SANGUE E ALIMENTO MAL DIGERIDO.
Pode Ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou respiratório. É preciso identificar o tipo de verme, por exame de fezes, para saber o remédio adequado e aí obter a cura. Aves que pisam no chão são as mais sujeitas.
PENAS ARREPIADAS, PERDA DE PESO PROGRESSIVO, EVENTUAL DIARRÉIA
Esta doença atinge o sistema respiratório e digestivos. O papo fica com substância liquida, expelida no vômito. Há dificuldade de ingerir alimentos, às vezes diarréia e pequenas placas esbranquiçadas dentro do bico. A CANDIDÍASE é causada pela levedura Candida Albicans que se prolifera no aparelho digestivo. Atinge aves com baixa resistência. Em caso de dúvida, um exame de fezes permite o diagnóstico. Cura-se com antifúngicos.OLHOS FECHADOS, DIARRÉIA, PROSTAÇÃO QUE FAZ ENCOSTAR O BICO NO CHÃO
É a doença do PACHECO, descoberta em 1930 pelo veterinário Genésio Pacheco, causada por um vírus do grupo herpes que se encontra no ar. Ataca o sistema digestivo, além do respiratório, quando há grande baixa de resistência. Só com um exame sofisticado, feito por poucos laboratórios, pode ser confirmada. A cura é muito difícil devido à fraqueza da ave, mas é tentada com imuno estimulante e complexos vitamínicos.
CAUSAM DIARRÉIAOs seguintes alimentos podem causar diarréia nas aves, não devendo ser dados: leite e seus derivados; trutas ácidas como laranja; alface e comida fermentada. Verduras e hortaliças são laxantes naturais, bem aceitos como dieta sulpementar ( 2 a 3 vezes por semana) para aves Granívoras e Psitacídeos.

VEJA O SIGNIFICADO DAS CORES NA DIARRÉIA

AMARELA - deve-se à má absoção e digestão dos alimentos por problemas no pâncreas ou fígado.
ESVERDEADA - vem da bílis que é produzida em excesso devido a problemas no fígado (a cor verde em fezes firmes é normal em certas aves como papagaio).
ESBRANQUIÇADA - deve-se a excesso de urato causado por problemas nos rins.
ESBRANQUIÇADA E GORDUROSA - inflamação no pâncreas.
ESCURA - pela presença de sangue coagulado e digerido, originário de hemorragia no início do intestino.
VERMELHA - devido a sangue vivo (ainda não coagulado) vindo de hemorragia na porção fina do intestino, cloaca ou oviduto.

TÉCNICAS DE MANEJO

Técnicas de Manejo

Varias são as condições que podem favorecer a instalações de doenças nos criatórios de pássaros como, sujeira, poeira, excesso de umidade, superpopulação, má nutrição, parasitismo interno ou externo, uso descontrolado de antibiótico, correntes de vento, introdução de aves doentes, etc. porem com medidas simples podemos evitar a contaminação e até a proliferação de doenças entre os pássaros do criatório.

Água: Deve ser trocada todos os dias para evitar o aparecimento de fungos e germes. É necessário fazer a limpeza periódica dos bebedouros com água corrente retirando os depósitos de sujeira e pontos pretos de fungo; a limpeza é feita deixando o bebedor de molho por 20 minutos em recipiente com água misturada com um pouco de água sanitária, enxaguando e secando bem para reutilização.

Comedouros: Os Comedouros usados com alimentos secos devem ser lavados periodicamente. Restos de rações e sementes podem fermentar e facilitar a proliferação de fungos, os fungos produzem toxinas (micotoxinas) que podem intoxicar os pássaros e até causar a morte se ingerida por um período muito logo.Comedouros que levam alimentos úmidos (ovo, verduras, etc.) devem ser lavados todo dia, pois são alimentos perecíveis.

Viveiro ou gaiolas: A Limpeza dos viveiros e gaiolas devem ser feitas diariamente, removendo os dejetos e restos de alimentos das aves acumulados no fundo do viveiro ou gaiola. Faz se necessário realizar periodicamente a limpeza dos poleiros, retirando as fezes acumuladas. As fezes acumuladas por muito tempo nos fundos de gaiolas e viveiros fermentam e são grandes causadores de doenças entre as aves.

Banheira: Os curiós necessitam tomar banho de tempos a tempos. A água do banho deve ser mudada todos os dias, mesmo quando não pareça estar suja. Se constatar que a sua ave não toma banho, pode tentar borrifá-la com um borrifador de plantas com jactos muito finos. Ocasionalmente, só deve fazer isto com temperaturas agradáveis, para que a ave não fique doente.

Armazenamento dos alimentos: O correto armazenamento é fundamental para a evitar a proliferação de fungos e germes patogênicos entre as aves, devendo ser mantidas as condições de temperatura, ventilação, higiene e rotatividade dos estoques, para garantir seus prazos de validade. A estocagem da ração não deve exceder por mais de 30 dias.

Viveiros ou Gaiolas: Os viveiros ou gaiolas devem ser espaçosas e fáceis de limpar, com bebedouros, comedouros e uma banheira para as estações de calor:Localização dos viveiros - Os viveiros devem ser localizados em locais calmos livres de ruídos intensos, protegendo-o dos ventos e calor extremos (sol direto).
Poleiros - O poleiro ideal é o de madeira, preferencialmente galhos naturais, os poleiros devem ser fixos e bem distribuídos e nunca usar poleiros com bordos retos, lisos ou ocos, para um maior conforto ás aves.
Gaiolas e Viveiros - As medidas básicas variam para cada espécie de aves (Tabela 1), o comprimento é o mais importante devido a capacidade de vôo da ave. Gaiolas ou viveiros maiores com maior quantidade de alimento e água geram menos estresse e menor índice de mortalidade.

Bebedouros e Comedouros Existe uma variedade muito grande de cores, formas e resistências dos materiais que os compõem, sendo: Plástico, porcelana branca, alumínio e barro. Os bebedouros e comedouros devem ser posicionado corretamente ao viveiro, evitando colocar embaixo dos poleiros, pois as aves defecam no alimento e na água, ingerindo-as posteriormente.

• Dimensão dos viveiros das diversas aves criadas em cativeiro
► Desinfecção de Gaiolas e Viveiros
Em qualquer tipo de criação em que tenhamos animais aglomerados ou confinados, devemos ter o cuidado para que não ocorra a proliferação de doenças, e com isso evitar uma epidemia dentro do criame de pássaros. Para tanto, devemos estar sempre alertas e limpar as gaiolas e viveiros, diariamente.

A limpeza diária com a remoção das fezes, água e restos de alimentos faz-se obrigatório, mas devemos nos ater ao fato que, assim que houver uma mortalidade inexplicável ou qualquer sintoma de doença, obrigatoriamente isolamos a ave e procedemos à desinfecção da gaiola ou viveiro.

► Os desinfetantes mais recomendados a desinfecção de criatórios de aves são aqueles à base de amônia quaternária e glutaraldeído.Antes da aplicação desses produtos deve-se fazer uma limpeza removendo matéria orgânica, ou seja, fezes, restos de alimentos, etc.

Existem alguns tipos de enfermidades, como as parasitárias, por exemplo, que não são eliminadas com o uso de desinfetantes, pois, possuem uma forma de sobrevivência no ambiente que são os cistos ou ovos. Para este tipo de problema, é importante o uso da vassoura de fogo e o descanso das instalações.